https://rponcologia.com/index.php/rpo/issue/feed Revista Portuguesa de Oncologia 2021-04-14T06:16:03-07:00 Equipa Editorial revistaspo@sponcologia.pt Open Journal Systems <p>A Revista Portuguesa de Oncologia, órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Oncologia, é uma publicação científica na área oncológica (clínica e investigação). Publica artigos originais, artigos de revisão, casos clínicos, imagens em Oncologia, estudos de farmacoeconomia, investigação em serviços de saúde, artigos especiais e cartas ao editor.</p> https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/19 Editorial 2021-04-14T01:26:11-07:00 Paulo Cortes pcortes.onco@gmail.com <p>Por um projeto comum!</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/22 Existe necessidade de realizar estadiamento axilar na totalização de mastectomia por carcinoma ductal in situ? 2021-04-14T03:46:38-07:00 Cátia Ribeiro catia_r_ribeiro@hotmail.com Pedro Antunes no@no.no Ana Mesquita no@no.no Pedro Martins no@no.no Mariana Peyriteo no@no.no Alexandre Sousa no@no.no Nuno Coimbra no@no.no Conceição Leal no@no.no Joaquim Abreu de Sousa no@no.no <p><strong>Objetivos:</strong> A biópsia de gânglio sentinela (BGS) está indicada quando se realiza uma mastectomia total por CDIS. Quando a mastectomia é efetuada após uma ou mais tentativas de cirurgia conservadora mamária (CCM), a necessidade de efetuar BGS é questionável. O objetivo deste trabalho foi determinar a taxa de upgrade histológico e os resultados da BGS nas doentes submetidas a totalização de mastectomia por CDIS.<br><strong>Metódos:</strong> Estudo retrospetivo de uma série de casos de doentes submetidas a totalização de mastectomia e BGS por CDIS depois de pelo menos uma tentativa de CCM, entre 2008-2016.<br><strong>Resultados:</strong> Foram analisados 1071 casos e selecionados 81 que cumpriam os critérios de inclusão. A mediana de idades foi de 55 anos. O diagnóstico foi realizado por exames de rastreio em 88.6% dos casos. Microcalcificações foram a apresentação mais frequente (78,8%). A totalização de mastectomia foi efetuada depois de 1 tentativa de CCM (mediana = 1). As margens de ressecção foram positivas em 46,9% dos casos. Foi identificada doença residual na peça de mastectomia em 65,4%. A taxa de upgrade pós-mastectomia foi de 4,9% (1 caso com microinvasão e 3 casos com foco de invasão). A mediana de GS isolados foi de 2 (0-5) e a taxa de metastização ganglionar (MG) foi nula.<br><strong>Conclusões:</strong> Nesta amostra, a taxa de upgrade histológico foi baixa. Nos casos de upgrade a taxa de metastização ganglionar foi nula. Estes achados sugerem que o estadiamento ganglionar pode ser omitido com segurança nas doentes com CDIS submetidas a totalização de mastectomia depois de tentativa CCM.</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/23 Os desafios da oncofertilidade: o contexto português 2021-04-14T03:54:52-07:00 Gustavo Monteiro gustavonpmonteiro@gmail.com Isa Peixoto no@no.no Noémia Afonso no@no.no António Araújo no@no.no <p>Propusemo-nos caracterizar a relação entre a doença oncológica e o seu tratamento, com questões associadas à fertilidade, no sentido de aprofundar a importância para as doentes, bem como a forma como assunto é abordado<br>em âmbito de consulta.<br>Neste sentido, foi aplicado um questionário especifico a doentes pré-menopáusicas, com cancro da mama.<br>Na amostra avaliada verificou-se que as questões associadas à fertilidade são mais relevantes para doentes mais jovens e/ou sem filhos. A discussão é mais frequente em estadios mais precoces do cancro e nas mais jovens, tendo ocorrido<br>globalmente em apenas 50%.<br>Os conhecimentos sobre oncofertilidade e as técnicas de preservação de fertilidade evoluíram mas a sua implementação pode ser otimizada, destacando-se a necessidade de discussão por rotina deste tema e a sua orientação precoce.</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/24 Tratamento cirúrgico de lipossarcoma retroperitoneais: análise retrospetiva de fatores de prognóstico 2021-04-14T06:02:29-07:00 Alexandre Sousa alexandrempsousa@gmail.com Pedro Martins no@no.no Mariana Afonso no@no.no Sofia Conde no@no.no Ana Ferreira no@no.no Marta Soares no@no.no José Dinis no@no.no Flávio Videira no@no.no José Guimarães dos Santos no@no.no Augusto Moreira no@no.no Matilde Ribeiro no@no.no Joaquim Abreu de Sousa no@no.no <p><strong>Introdução:</strong> Os tumores malignos retroperitoneais do tecido conjuntivo englobam uma grande variedade de entidades histológicas. Contudo, são frequentemente estudados como uma entidade única. Os lipossarcomas são o grupo mais comum. Foi revista uma coorte de doentes com lipossarcoma retroperitoneal de um centro de referência no sentido estabelecer os aspetos demográficos e terapêuticos com influência no prognóstico específicos desta doença.<br><strong>Métodos:</strong> Realizou-se uma análise retrospetiva de uma coorte unicêntrica incluindo doentes submetidos a intervenção cirúrgica, com mais de 18 anos, com diagnóstico de lipossarcoma retroperitoneal diagnosticados e tratados<br>entre 2007 e 2013.<br><strong>Resultados:</strong> Foram incluídos 55 doentes. Trinta e dois eram do sexo feminino (58%). Idade mediana foi de 62 anos (intervalo 19-84). O tamanho médio foi de 26.5 cm sendo a maioria dos doentes sintomáticos ao diagnóstico (76,4%). Os resultados histológicos foram os seguintes: 28 lipossarcomas bem diferenciados, 11 lipossarcomas desdiferenciados, 9 lipossarcomas mixóides e 7 lipossarcomas de alto grau. Tumores bem diferenciados foram mais comuns em mulheres e ocorreram numa idade mais avançada. Após um seguimento médio de 48 meses, a sobrevivência especifica de doença (SED) a 5 anos foi de 63%.<br>• A histologia, o género, o grau e a invasão de órgãos adjacentes associaram-se ao prognóstico<br>• Resseção macroscopicamente completa teve impacto significativo na sobrevivência não se verificando diferenças entre resseções R0 e R1.</p> <p>Verificaram-se 34 recidivas tendo sido todas reoperadas. Com a reintervenção cirúrgica conseguiu-se resgatar estes doentes não se verificando pior SED nos doentes reoperados. A desdiferenciação na recidiva não se associou a um pior prognóstico.<br><strong>Conclusões:</strong> Este grupo de doentes apresenta-se caracteristicamente com lesões de grandes dimensões. Doentes do género feminino tiveram uma sobrevivência melhor, bem como maior número de lesões de baixo grau. Relativamente ao tratamento, a resseção macroscopicamente completa foi o fator mais relevante após o tratamento cirúrgico (ressecção de órgãos adjacentes, se necessário). Os nosso achados suportam a estratégia de ressecção macroscopicamente completa com o recurso à reintervenção, mas novas formas de abordagem são necessárias a fim de melhorar os resultados do tratamento.</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/20 Neoplasias primárias múltiplas: uma revisão 2021-04-14T02:27:09-07:00 Filipa Macedo filipa.c.macedo@gmail.com Filipa Pinho no@no.no Nadine Saraiva no@no.no Nuno Bonito no@no.no Luísa Pinto no@no.no Francisco Gonçalves no@no.no <p>A prevalência de doentes que vivem após o diagnóstico de cancro tem vindo a aumentar devido ao aumento da sua incidência, melhoria dos tratamentos e aumento da sobrevivência. O risco de neoplasias primárias subsequentes deve ser esperado devido ao efeito dos factores de risco comportamentais e genéticos, efeitos adversos das terapias, aumento da sensibilidade de diagnóstico<br>e envelhecimento. A prevalência de neoplasias primárias múltiplas situa-se entre 0,7 e 11,7% e os doentes com um cancro tem um risco 20% maior comparativamente com a população geral. Mama, coloretal e próstata são os locais de maior prevalência de tumores múltiplos devido à sua elevada incidência e sobrevivência global. Com este artigo pretendemos rever o tema das neoplasias múltiplas e sumarizar as mais frequentes síndromes que levam a neoplasias múltiplas.</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Portuguesa de Oncologia https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/26 Síndrome de Stewart-Treves 2021-04-14T06:16:03-07:00 Nuno Almeida Costa nunoada@hotmail.com Mariana Afonso no@no.no <p><strong>Objetivo: </strong>Apresentação de caso raro e revisão das caraterísticas dos angiossarcomas da mama secundários a linfedema: síndrome de Stewart-Treves.<br><strong>Métodos:</strong> Imagens de TC, RM e fotografia de recessão cirúrgica são apresentadas juntamente com discussão clínica do caso e breve descrição da patologia.<br><strong>Resultados:</strong> Diagnóstico e cirurgia precoces oferecem possibilidade de melhorar o mau prognóstico deste tumor. Os sinais clínicos iniciais são variáveis incluindo máculas violáceas, nódulos cutâneos, massas subcutâneas ou escaras crónicas. Estudos imagiológicos como a RM auxiliam no diagnóstico e avaliação da extensão local da doença.<br><strong>Conclusão:</strong> Linfedema crónico em que sinais clínicos, imagens de TC/RM demonstram nódulos ou espessamentos cutâneos/subcutâneos fora das áreas irradiadas num membro edematoso após mastectomia e radioterapia sugerem síndrome de Stewart-Treves.</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/21 Patient Blood Management em Oncologia – é possível? 2021-04-14T02:36:41-07:00 Alexandra Santos no@no.no Ana Oliveira no@no.no Ana Raimundo no@no.no Andreia Coelho no@no.no Andreia Monteiro no@no.no António Araújo no@no.no António Moreira no@no.no António Nunes no@no.no Cândida Fonseca no@no.no Carla Caldeira no@no.no Carlos Barros no@no.no Daniel Silva no@no.no Deolinda Pereira no@no.no Dialina Brilhante dbrilhante@ipolisboa.min-saude.pt Diana Mendes no@no.no Encarnação Teixeira no@no.no Fernando Barata no@no.no Fernando Silva no@no.no Gabriela Sousa no@no.no Hélder Mansinho no@no.no Herlander Marques no@no.no Isabel Branco no@no.no João Freire no@no.no Joaquim Andrade no@no.no José Cotter no@no.no José Costa no@no.no José Guimarães no@no.no Luísa Santos no@no.no Rosa Ferreira no@no.no Susana Rodrigues no@no.no Tânia Fonseca no@no.no Venceslau Hespanhol no@no.no <p>Patient Blood Management (PBM) é um método seguro que visa melhorar a gestão médico-cirúrgica dos doentes de modo a que o seu próprio sangue seja conservado. Cerca de 32 a 60% dos doentes oncológicos têm deficiência de ferro, a maioria tem anemia e, por isso, é importante discutir estratégias que evitem o uso excessivo de sangue e redução da progressão de tumores e recorrência do cancro. Neste artigo de posicionamento, um grupo de especialistas em conjunto com a Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia (AWGP) discute o programa PBM em hematologia e oncologia tendo em conta diversos fatores que são atualmente utilizados para aprovar os tratamentos em uso, baseados nas últimas informações atualizadas das orientações internacionais do National Comprehensive Cancer Network® (NCCN).</p> 2021-04-14T00:00:00-07:00 Direitos de Autor (c) 2021