Revista Portuguesa de Oncologia https://rponcologia.com/index.php/rpo <p>A Revista Portuguesa de Oncologia, órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Oncologia, é uma publicação científica na área oncológica (clínica e investigação). Publica artigos originais, artigos de revisão, casos clínicos, imagens em Oncologia, estudos de farmacoeconomia, investigação em serviços de saúde, artigos especiais e cartas ao editor.</p> pt-PT revistaspo@sponcologia.pt (Equipa Editorial) revistaspo@sponcologia.pt (Apoio RPO) Tue, 13 Apr 2021 06:41:26 -0700 OJS 3.3.0.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/19 <p>Por um projeto comum!</p> Paulo Cortes Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/19 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Existe necessidade de realizar estadiamento axilar na totalização de mastectomia por carcinoma ductal in situ? https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/22 <p><strong>Objetivos:</strong> A biópsia de gânglio sentinela (BGS) está indicada quando se realiza uma mastectomia total por CDIS. Quando a mastectomia é efetuada após uma ou mais tentativas de cirurgia conservadora mamária (CCM), a necessidade de efetuar BGS é questionável. O objetivo deste trabalho foi determinar a taxa de upgrade histológico e os resultados da BGS nas doentes submetidas a totalização de mastectomia por CDIS.<br><strong>Metódos:</strong> Estudo retrospetivo de uma série de casos de doentes submetidas a totalização de mastectomia e BGS por CDIS depois de pelo menos uma tentativa de CCM, entre 2008-2016.<br><strong>Resultados:</strong> Foram analisados 1071 casos e selecionados 81 que cumpriam os critérios de inclusão. A mediana de idades foi de 55 anos. O diagnóstico foi realizado por exames de rastreio em 88.6% dos casos. Microcalcificações foram a apresentação mais frequente (78,8%). A totalização de mastectomia foi efetuada depois de 1 tentativa de CCM (mediana = 1). As margens de ressecção foram positivas em 46,9% dos casos. Foi identificada doença residual na peça de mastectomia em 65,4%. A taxa de upgrade pós-mastectomia foi de 4,9% (1 caso com microinvasão e 3 casos com foco de invasão). A mediana de GS isolados foi de 2 (0-5) e a taxa de metastização ganglionar (MG) foi nula.<br><strong>Conclusões:</strong> Nesta amostra, a taxa de upgrade histológico foi baixa. Nos casos de upgrade a taxa de metastização ganglionar foi nula. Estes achados sugerem que o estadiamento ganglionar pode ser omitido com segurança nas doentes com CDIS submetidas a totalização de mastectomia depois de tentativa CCM.</p> Cátia Ribeiro, Pedro Antunes, Ana Mesquita, Pedro Martins, Mariana Peyriteo, Alexandre Sousa, Nuno Coimbra, Conceição Leal, Joaquim Abreu de Sousa Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/22 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Os desafios da oncofertilidade: o contexto português https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/23 <p>Propusemo-nos caracterizar a relação entre a doença oncológica e o seu tratamento, com questões associadas à fertilidade, no sentido de aprofundar a importância para as doentes, bem como a forma como assunto é abordado<br>em âmbito de consulta.<br>Neste sentido, foi aplicado um questionário especifico a doentes pré-menopáusicas, com cancro da mama.<br>Na amostra avaliada verificou-se que as questões associadas à fertilidade são mais relevantes para doentes mais jovens e/ou sem filhos. A discussão é mais frequente em estadios mais precoces do cancro e nas mais jovens, tendo ocorrido<br>globalmente em apenas 50%.<br>Os conhecimentos sobre oncofertilidade e as técnicas de preservação de fertilidade evoluíram mas a sua implementação pode ser otimizada, destacando-se a necessidade de discussão por rotina deste tema e a sua orientação precoce.</p> Gustavo Monteiro, Isa Peixoto, Noémia Afonso, António Araújo Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/23 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Tratamento cirúrgico de lipossarcoma retroperitoneais: análise retrospetiva de fatores de prognóstico https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/24 <p><strong>Introdução:</strong> Os tumores malignos retroperitoneais do tecido conjuntivo englobam uma grande variedade de entidades histológicas. Contudo, são frequentemente estudados como uma entidade única. Os lipossarcomas são o grupo mais comum. Foi revista uma coorte de doentes com lipossarcoma retroperitoneal de um centro de referência no sentido estabelecer os aspetos demográficos e terapêuticos com influência no prognóstico específicos desta doença.<br><strong>Métodos:</strong> Realizou-se uma análise retrospetiva de uma coorte unicêntrica incluindo doentes submetidos a intervenção cirúrgica, com mais de 18 anos, com diagnóstico de lipossarcoma retroperitoneal diagnosticados e tratados<br>entre 2007 e 2013.<br><strong>Resultados:</strong> Foram incluídos 55 doentes. Trinta e dois eram do sexo feminino (58%). Idade mediana foi de 62 anos (intervalo 19-84). O tamanho médio foi de 26.5 cm sendo a maioria dos doentes sintomáticos ao diagnóstico (76,4%). Os resultados histológicos foram os seguintes: 28 lipossarcomas bem diferenciados, 11 lipossarcomas desdiferenciados, 9 lipossarcomas mixóides e 7 lipossarcomas de alto grau. Tumores bem diferenciados foram mais comuns em mulheres e ocorreram numa idade mais avançada. Após um seguimento médio de 48 meses, a sobrevivência especifica de doença (SED) a 5 anos foi de 63%.<br>• A histologia, o género, o grau e a invasão de órgãos adjacentes associaram-se ao prognóstico<br>• Resseção macroscopicamente completa teve impacto significativo na sobrevivência não se verificando diferenças entre resseções R0 e R1.</p> <p>Verificaram-se 34 recidivas tendo sido todas reoperadas. Com a reintervenção cirúrgica conseguiu-se resgatar estes doentes não se verificando pior SED nos doentes reoperados. A desdiferenciação na recidiva não se associou a um pior prognóstico.<br><strong>Conclusões:</strong> Este grupo de doentes apresenta-se caracteristicamente com lesões de grandes dimensões. Doentes do género feminino tiveram uma sobrevivência melhor, bem como maior número de lesões de baixo grau. Relativamente ao tratamento, a resseção macroscopicamente completa foi o fator mais relevante após o tratamento cirúrgico (ressecção de órgãos adjacentes, se necessário). Os nosso achados suportam a estratégia de ressecção macroscopicamente completa com o recurso à reintervenção, mas novas formas de abordagem são necessárias a fim de melhorar os resultados do tratamento.</p> Alexandre Sousa, Pedro Martins, Mariana Afonso, Sofia Conde, Ana Ferreira, Marta Soares, José Dinis, Flávio Videira, José Guimarães dos Santos, Augusto Moreira, Matilde Ribeiro, Joaquim Abreu de Sousa Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/24 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Neoplasias primárias múltiplas: uma revisão https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/20 <p>A prevalência de doentes que vivem após o diagnóstico de cancro tem vindo a aumentar devido ao aumento da sua incidência, melhoria dos tratamentos e aumento da sobrevivência. O risco de neoplasias primárias subsequentes deve ser esperado devido ao efeito dos factores de risco comportamentais e genéticos, efeitos adversos das terapias, aumento da sensibilidade de diagnóstico<br>e envelhecimento. A prevalência de neoplasias primárias múltiplas situa-se entre 0,7 e 11,7% e os doentes com um cancro tem um risco 20% maior comparativamente com a população geral. Mama, coloretal e próstata são os locais de maior prevalência de tumores múltiplos devido à sua elevada incidência e sobrevivência global. Com este artigo pretendemos rever o tema das neoplasias múltiplas e sumarizar as mais frequentes síndromes que levam a neoplasias múltiplas.</p> Filipa Macedo, Filipa Pinho, Nadine Saraiva, Nuno Bonito, Luísa Pinto, Francisco Gonçalves Direitos de Autor (c) 2021 Revista Portuguesa de Oncologia https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/20 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Síndrome de Stewart-Treves https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/26 <p><strong>Objetivo: </strong>Apresentação de caso raro e revisão das caraterísticas dos angiossarcomas da mama secundários a linfedema: síndrome de Stewart-Treves.<br><strong>Métodos:</strong> Imagens de TC, RM e fotografia de recessão cirúrgica são apresentadas juntamente com discussão clínica do caso e breve descrição da patologia.<br><strong>Resultados:</strong> Diagnóstico e cirurgia precoces oferecem possibilidade de melhorar o mau prognóstico deste tumor. Os sinais clínicos iniciais são variáveis incluindo máculas violáceas, nódulos cutâneos, massas subcutâneas ou escaras crónicas. Estudos imagiológicos como a RM auxiliam no diagnóstico e avaliação da extensão local da doença.<br><strong>Conclusão:</strong> Linfedema crónico em que sinais clínicos, imagens de TC/RM demonstram nódulos ou espessamentos cutâneos/subcutâneos fora das áreas irradiadas num membro edematoso após mastectomia e radioterapia sugerem síndrome de Stewart-Treves.</p> Nuno Almeida Costa, Mariana Afonso Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/26 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700 Patient Blood Management em Oncologia – é possível? https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/21 <p>Patient Blood Management (PBM) é um método seguro que visa melhorar a gestão médico-cirúrgica dos doentes de modo a que o seu próprio sangue seja conservado. Cerca de 32 a 60% dos doentes oncológicos têm deficiência de ferro, a maioria tem anemia e, por isso, é importante discutir estratégias que evitem o uso excessivo de sangue e redução da progressão de tumores e recorrência do cancro. Neste artigo de posicionamento, um grupo de especialistas em conjunto com a Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia (AWGP) discute o programa PBM em hematologia e oncologia tendo em conta diversos fatores que são atualmente utilizados para aprovar os tratamentos em uso, baseados nas últimas informações atualizadas das orientações internacionais do National Comprehensive Cancer Network® (NCCN).</p> Alexandra Santos, Ana Oliveira, Ana Raimundo, Andreia Coelho, Andreia Monteiro, António Araújo, António Moreira, António Nunes, Cândida Fonseca, Carla Caldeira, Carlos Barros, Daniel Silva, Deolinda Pereira, Dialina Brilhante, Diana Mendes, Encarnação Teixeira, Fernando Barata, Fernando Silva, Gabriela Sousa, Hélder Mansinho, Herlander Marques, Isabel Branco, João Freire, Joaquim Andrade, José Cotter, José Costa, José Guimarães, Luísa Santos, Rosa Ferreira, Susana Rodrigues, Tânia Fonseca, Venceslau Hespanhol Direitos de Autor (c) 2021 https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/21 Wed, 14 Apr 2021 00:00:00 -0700