Existe necessidade de realizar estadiamento axilar na totalização de mastectomia por carcinoma ductal in situ?

Autores

  • Cátia Ribeiro Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE.
  • Pedro Antunes Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Ana Mesquita Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Pedro Martins Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Mariana Peyriteo Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Alexandre Sousa Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Nuno Coimbra Service of Pathologic Anatomy of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Conceição Leal Service of Pathologic Anatomy of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE
  • Joaquim Abreu de Sousa Service of Surgical Oncology of the Portuguese Institute of Oncology of Porto, FG EPE

Palavras-chave:

CDIS, mastectomia, câncer de mama, biopsia, câncer de mama conservador

Resumo

Objetivos: A biópsia de gânglio sentinela (BGS) está indicada quando se realiza uma mastectomia total por CDIS. Quando a mastectomia é efetuada após uma ou mais tentativas de cirurgia conservadora mamária (CCM), a necessidade de efetuar BGS é questionável. O objetivo deste trabalho foi determinar a taxa de upgrade histológico e os resultados da BGS nas doentes submetidas a totalização de mastectomia por CDIS.
Metódos: Estudo retrospetivo de uma série de casos de doentes submetidas a totalização de mastectomia e BGS por CDIS depois de pelo menos uma tentativa de CCM, entre 2008-2016.
Resultados: Foram analisados 1071 casos e selecionados 81 que cumpriam os critérios de inclusão. A mediana de idades foi de 55 anos. O diagnóstico foi realizado por exames de rastreio em 88.6% dos casos. Microcalcificações foram a apresentação mais frequente (78,8%). A totalização de mastectomia foi efetuada depois de 1 tentativa de CCM (mediana = 1). As margens de ressecção foram positivas em 46,9% dos casos. Foi identificada doença residual na peça de mastectomia em 65,4%. A taxa de upgrade pós-mastectomia foi de 4,9% (1 caso com microinvasão e 3 casos com foco de invasão). A mediana de GS isolados foi de 2 (0-5) e a taxa de metastização ganglionar (MG) foi nula.
Conclusões: Nesta amostra, a taxa de upgrade histológico foi baixa. Nos casos de upgrade a taxa de metastização ganglionar foi nula. Estes achados sugerem que o estadiamento ganglionar pode ser omitido com segurança nas doentes com CDIS submetidas a totalização de mastectomia depois de tentativa CCM.

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Publicado

2021-04-14

Como Citar

Ribeiro, C. ., Antunes, P., Mesquita, A. ., Martins, P., Peyriteo, M. ., Sousa, A. ., Coimbra, N., Leal, C. ., & Abreu de Sousa, J. (2021). Existe necessidade de realizar estadiamento axilar na totalização de mastectomia por carcinoma ductal in situ?. Revista Portuguesa De Oncologia, 3(2), 25–30. Obtido de https://rponcologia.com/index.php/rpo/article/view/22

Edição

Secção

Artigos de investigação original

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